FIJ organiza movimento pela liberdade de imprensa e defesa dos jornalistas no Irã

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A Federação Internacional dos Jornalistas desenvolve uma campanha internacional pelo fim das restrições à liberdade de imprensa no Irã. A campanha colhe assinaturas de entidades representativas de jornalistas a uma mensagem que será encaminhada ao governo iraniano e suas embaixadas espalhadas pelo mundo. O ato unificado será deflagrado no dia 16 de novembro.

De acordo com informações recebidas pela FIJ, nos últimos meses a situação vem se agravando no Irã. Mais de 50 jornalistas foram presos e pelo menos 20 permanecem na prisão. Além disso, o governo fechou pelo menos seis jornais e começou a impedir os jornalistas de viajarem para o estrangeiro.

Em agosto a Associação dos Jornalistas Iranianos foi impedida de prosseguir funcionando. Uma reunião do escritório regional da FIJ, que reuniu 15 dirigentes sindicais do Oriente Médio e do Mundo Árabe, realizada em Amã, de 5 a 7 de outubro, aprovou uma resolução pelo fim da repressão à mídia no Irã. “Nós acreditamos que estas detenções em curso e as restrições aos direitos dos jornalistas fizeram danos consideráveis ao direito básico do povo iraniano para ser informado sobre os acontecimentos em seu país”, diz a mensagem da FIJ.

A prisão dos jornalistas viola o compromisso do Irã e os acordos que o país assinou para respeitar os direitos humanos e a liberdade de imprensa, incluindo as suas obrigações com o artigo 19 do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos.

O documento a ser distribuído às autoridades iranianas e internacionais no dia 16 de novembro pede a libertação imediata de todos os jornalistas, a reabertura da sede da Associação dos Jornalistas do Irã e a garantia da liberdade de circulação dos jornalistas que viajam dentro e fora do país.