Mais de 100 professores e representantes de entidades do campo do jornalismo participaram , no dia 14 de fevereiro, do Fórum sobre as Novas Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de graduação de Jornalismo, realizado na Escola de Comunicação e Arte (ECA-USP). No evento foram debatidas as expectativas com as novas DCNs e as dúvidas ainda existentes quanto à implantação de novas grades curriculares.
No início do Fórum houve um minuto de silêncio em homenagem ao repórter cinematográfico Santiago Andrade e em repúdio à violência contra os jornalistas, o Jornalismo e liberdades de imprensa e expressão.
Um dos maiores questionamentos apresentados no evento foi como adequar os currículos e como processar a transição, tendo em vistas que, enquanto algumas turmas prosseguirão com o “currículo velho”, as que ingressam mais recentemente já o fazem com a nova grade curricular. Também há dúvidas sobre o entendimento do prazo de adequação de dois anos, ou seja, se o novo currículo terá que ser implantado já no início do segundo semestre de 2015, ou se será possível sua “definição” até este período, com possibilidade de implantação no início de 2016. Os organizadores do evento solicitarão esclarecimentos sobre essas e outras dúvidas ao MEC.
O fator mais positivo destacado nos debates é que agora os cursos não precisam ficar restritos a um currículo mínimo, mas sim estruturar suas grades curriculares de forma a atender aos perfis, competências e habilidades necessárias à formação dos jornalistas definidos nas Diretrizes curriculares nacionais. Isto permitirá inclusive adequar os currículos às mudanças sociais e tecnológicas da atualidade.
“Para continuar estimulando a melhoria da qualidade da nossa formação profissional superior específica, apresentamos no Fórum as posições do movimento sindical dos jornalistas sobre a importância da implantação das novas diretrizes, que trazem muito do nosso Programa de Qualidade de Ensino, nos currículos e projetos pedagógicos dos cursos de jornalismo do país”, diz a diretora da FENAJ, Valci Zuculoto, que representou a entidade no evento juntamente com a diretora do Departamento de Educação da entidade, Carmen Pereira.
“Como agora o estágio é obrigatório, levamos como modelo a ser adequado aos projetos curriculares de estágio de cada curso o Programa Nacional de Estágio Acadêmico da FENAJ e Sindicatos, revisado e aprovado no Congresso Nacional dos Jornalistas de 2008”, completa.
Segundo Valci, os participantes se mostraram dispostos a buscar a efetiva participação dos Sindicatos e da Federação na implantação das novas diretrizes. O aprofundamento deste debate terá continuidade nos eventos e congressos das entidades do campo do Jornalismo, como a FENAJ, o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), a Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). Para a dirigente, a luta para qualificar a formação acadêmica reforça a luta da categoria para reinstituir a exigência de diploma de curso superior em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão.






