Jornalistas denunciam pressões do Cruzeiro. Em Vitória profissionais são agredidos dentro de delegac

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Os Sindicatos dos Jornalistas de Minas Gerais e do Espírito Santo registraram, nos dias 28 e 29 de agosto, respectivamente, denúncias de violência contra jornalistas e agressões à liberdade de imprensa. No caso mineiro, a denúncia referiu-se a constantes tentativas da assessoria de imprensa do Cruzeiro Esporte Clube de interferir no conteúdo jornalístico publicado pela imprensa. Já no caso capixaba, houve repúdio à agressão de um homem acusado de pedofilia contra profissionais da TV Tribuna dentro de uma delegacia.

Segundo denúncias recebidas pelo Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, a direção do Cruzeiro e sua assessoria têm, sistematicamente, intimidado e constrangido repórteres que cobrem o seu time de futebol, chegando até a pressionar editores e direções das empresas jornalísticas. A evidência mais recente, registra nota da entidade, foi a demissão de um repórter da Editoria de Esportes do jornal O Tempo. De acordo com as denúncias, tal prática tem como único objetivo impedir a publicação de notícias críticas e que desagradam a atual diretoria do clube.

“Tal atitude interfere diretamente no exercício profissional do jornalismo. É ruim para as empresas jornalísticas, que são impedidas de informar, e prejudica principalmente os torcedores, os leitores e a sociedade, que vêem tolhido o seu direito à informação. Prática antiga e obsoleta, nestes tempos de informação digital, o comportamento do Cruzeiro Esporte Clube é uma afronta à liberdade de imprensa”, protestou o Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais.

Já o Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo repudiou a violência sofrida pelo repórter Geilson Ferreira e o cinegrafista Alex Pereira, da TV Tribuna, no dia 28 de agosto, dentro da delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) do Estado, em Vitória, no momento em que policiais apresentavam à imprensa um homem acusado de pedofilia. O jornalista e o cinegrafista foram agredidos violentamente pelo detido com socos, chutes e pontapés.

“A falta de medidas preventivas no sentido de garantir a segurança dos profissionais de imprensa no exercício de seu trabalho e de todos envolvidos na situação, resultou em mais um lamentável episódio de brutalidade e violência contra jornalista, o que deve ser apurado”, registra a nota do Sindicato, que cobrou das autoridades públicas medidas que garantam a segurança dos profissionais de comunicação na realização de seu trabalho, como também medidas por parte das empresas de comunicação que também são responsáveis pela segurança de seus profissionais na cobertura de situações de risco.