Inscrições ficam abertas até às 23h59 do dia 15 de julho, exclusivamente por e-mail
Organizações da sociedade civil de todo o Brasil podem se inscrever, até o dia 15 de julho, no Edital Bebedouro: Fomento à comunicação e à produção de narrativas sobre memória, território e reparação, desenvolvido pelo Programa Nosso Chão, Nossa História, iniciativa de reparação aos danos extrapatrimoniais causados pelo desastre socioambiental da mineração da Braskem, na cidade de Maceió-AL.
O Programa é realizado pelo Comitê Gestor de Danos Extrapatrimoniais (CGDE) e operacionalizado pelo UNOPS, organismo das Nações Unidas especializado em gestão de projetos.
O edital busca selecionar um projeto de reparação estruturado em dois eixos complementares: a concessão de bolsas-reportagem para jornalistas, comunicadores populares, estudantes e produtores independentes de conteúdo; e a realização do 1º Prêmio de Comunicação do Programa Nosso Chão, Nossa História. O investimento total é de R$ 1.400.000,00 (um milhão e quatrocentos mil reais). Todos os detalhes sobre o edital podem ser consultados no link a seguir:
https://nossochaomaceio.org/
Entre os princípios que orientam o edital, estão o Jornalismo de Soluções, a Igualdade de Gênero e Inclusão Social (GESI), a diversidade de narrativas e o cuidado ético na abordagem de temas sensíveis. O edital pretende, ainda, incentivar a produção de conteúdos comprometidos com a memória coletiva, a transparência e o acesso à informação sobre os processos de reparação.
De acordo com Dilma de Carvalho, do Comitê Gestor dos Danos Extrapatrimoniais (CGDE), instância que define as prioridades do Programa Nosso Chão, Nossa História, a expectativa é que o projeto amplie o acesso da população a informações qualificadas sobre os danos morais coletivos, fortaleça a memória sobre o desastre e impulsione a comunicação local, comunitária e independente.
“Sabemos o quanto as discussões sobre os danos extrapatrimoniais precisam chegar cada vez mais às pessoas atingidas. Por isso, entendemos que a comunicação tem papel fundamental nisso. Essa organização selecionada terá o papel de estruturar esses dois projetos que se complementam e interagem não apenas para ampliar a informação sobre o direito à reparação, como também a valorização da memória de tudo o que aconteceu”, argumenta Carvalho.
As principais ações da organização selecionada serão:
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Definir critérios de elegibilidade, seleção e avaliação das inscrições.
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Distribuir as bolsas entre profissionais da comunicação, comunicadores(as) populares/comunitários(as), estudantes de jornalismo e produtores(as).
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Criar plano de comunicação e mobilização para divulgação do prêmio.
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Criar identidade visual e peças gráficas de divulgação.
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Estabelecer estratégia e de mídia online paga, bem como produzir demais materiais de comunicação.
Inscrições
As organizações da sociedade civil poderão enviar as propostas até às 23h59 do dia 15 de julho, exclusivamente pelo e-mail editais.nossochao@unops.org. Embora o processo seja voltado a organizações sem fins lucrativos formalizadas, grupos não formalizados, como coletivos, também poderão participar, desde que atuem como co-executores junto a uma organização formalizada e sigam os critérios previstos em cada edital.
A chamada pública prevê a realização de uma sessão on-line de apresentação, na primeira quinzena de junho, além de duas sessões tira-dúvidas. Os links de acesso para participar das sessões serão divulgados no site e nas redes sociais do Programa (@nossochao.maceio). Dúvidas também poderão ser encaminhadas para o e-mail editais.nossochao@unops.org até o dia 6 de julho. As respostas serão publicadas de forma pública na página do edital, no site do Programa: https://nossochaomaceio.org/
Sobre o Programa
O Programa Nosso Chão, Nossa História é uma iniciativa realizada pelo Comitê Gestor dos Danos Extrapatrimoniais (CGDE) e operacionalizada pelo Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), voltada à reparação dos danos morais coletivos causados pelo desastre socioambiental da mineração da Braskem em Maceió. Ao longo de quatro anos, está prevista a aplicação de R$ 150 milhões em projetos de reparação extrapatrimonial desenvolvidos por organizações da sociedade civil. Os recursos são provenientes do Termo de Acordo Socioambiental, assinado pelo Ministério Público Federal (MPF/AL), o Ministério Público de Alagoas (MP/AL) e pela mineradora Braskem.






