Jornalistas do Pará rejeitam proposta das ORM e fazem paralisação de 48 horas

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para_nova_internaOs jornalistas dos jornais Liberal e Amazônia, do Pará, deflagraram nesta quinta-feira (13), uma paralisação de 48 horas, após rejeitarem contraproposta da direção das Organizações Rômulo Maiorana (ORM) às reivindicações da categoria. A nova proposta, enviada por um dos diretores das ORM, está aquém dos anseios dos trabalhadores, que esperam o avanço na negociação da campanha salarial 2015.

Esta é a segunda paralisação da categoria nesta campanha salarial. No dia 3 de agosto os trabalhadores não entraram na redação dos jornais e se concentraram na Avenida 25 de setembro. Com faixas e carro-som, os jornalistas denunciaram a falta de condições de trabalho, o não pagamento de horas-extras e a ausência de transparência na constituição do banco de horas da empresa.

A presidente do Sinjor-PA, Roberta Vilanova, pede o apoio de toda a categoria para fortalecer a luta dos jornalistas do Liberal e Amazônia. “Essa luta não é do Sinjor-PA, é de todos nós jornalistas, exigimos respeito e valorização profissional”, afirmou Vilanova. “Entregar cópia do espelho de ponto ao trabalhador representa transparência do banco de horas, esse é um ponto importante do qual não abrimos mão”, completou a presidente do Sindicato.

Os jornalistas reivindicam, ainda, atenção da empresa com relação ao jornal Amazônia, cujos jornalistas ficaram sobrecarregados após a demissão de 12 profissionais e apresentam as seguintes reivindicações: definição sobre a chefia do jornal Amazônia; pagamento aos editores que exercem a função de chefia, previsto na cláusula sexta do acordo coletivo de trabalho da categoria; e contratação de dois editores, necessários para a regularização da escala de trabalho, garantindo a compensação de horas extras e a cobertura da equipe em casos de doença, falta justificada etc.

A pauta prioritária inclui reposição de 100% do INPC com aumento real de 2%, aquisição de coletes à prova de bala para equipes de reportagem de polícia; redução do prazo de compensação das horas extras de dez para três meses; não desconto do dia parado; renovação da frota de veículos; regularização dos débitos com os jornalistas e entidade sindical e, especialmente, transparência no banco de horas, com fornecimento de espelho de ponto, e esclarecimento de como é feita a contabilização das horas extras, dentre outros.

As ORM apresentaram a proposta de adquirir coletes à prova de bala, pagar 100% do INPC sem aumento real e reduzir o prazo de compensação de dez para seis meses.

Com informações do Sindicato dos Jornalistas do Pará