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O Ministério da Cultura (MinC) apresentou, no dia 12 de abril, os principais pontos da proposta de reforma da Lei de Direitos Autorais que será apresentada à sociedade sob a forma de consulta pública.
A Casa Civil está revisando a proposta antes de submetê-la ao público, o que deverá acontecer ainda este mês. Após a análise das sugestões recebidas, o texto consolidado será submetido ao Congresso. A expectativa é de que isso aconteça ainda no primeiro semestre. A intenção com esta nova proposta é reverter o status no qual se considera que a lei brasileira é uma das mais restritivas do mundo no que diz respeito ao interesse público. Assim, o que norteou o novo texto foi a concepção de a sociedade deve ter assegurado o acesso à educação e à cultura. Nesta reconfiguração, o Estado terá um papel importante. Ele deverá recuperar o papel de regulador da matéria, posição perdida desde a extinção, em 1990, do Conselho Nacional de Direito Autoral. A proposta visa garantir que o Estado atue na defesa dos interesses do país tanto no que diz respeito às questões internacionais, quanto na organização dos serviços de registro e na difusão do direito autoral no país. Apesar de ainda não ter sido apresentada oficialmente, entidades de artistas já protestam por considerar que o novo texto vai aumentar a participação do Estado na fiscalização e na arrecadação dos direitos autorais. O recém criado Comitê Nacional de Cultura e Direitos Autorais, que congrega associações representativas de direitos autorais, considera que essa é uma interferência do Poder Público em um direito privado. Tanto o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), quanto a Associação Brasileira de Música e Arte (Abramus), consideram que a proposta caminha para estatizar os direitos autorais. Principais pontos considerados na nova proposta Cópia Reprodução Portadores de deficiência Licença voluntária Mediação de Conflitos Gestão de Direito Autoral A nova proposta prevê ainda a utilização de “licenças de uso” em lugar da conhecida cessão total de direitos; a restituição das “obras sob encomenda”; a revisão dos conceitos de fonograma e radiodifusão e a proibição do “jabá” ou “payola”. Confira a íntegra do texto publicado pelo Ministério aqui. Fonte: Portal do Autor
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