No Rio, Minas e em Dourados jornalistas buscam melhores condições de trabalho

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Mesmo com data-base em fevereiro e ainda sem acordo com os patrões, os jornalistas cariocas “entraram em campo”: a campanha salarial chegou ao Estádio do Maracanã, na decisão do campeonato carioca. Até o momento a proposta patronal não cobre sequer as perdas. Em Minas e em Dourados (MS), as campanhas salariais também est&a_ilde;o em curso. Nas lutas da categoria, uma derrota (parcial) e uma vitória: a Justiça do Trabalho de Salvador suspendeu a reintegração de Kardelícia Mourão a seu trabalho e uma fazenda do grupo Gazeta Mercantil irá a leilão para saldar débito trabalhista.

Nas cláusulas econômicas, o patronato de Rádio e TV do Rio ofereceu reajuste de 4,8%, abonos escalonados e pisos de R$ 800,00 em Rádio e R$ 900,00 em Televisão. Já para os profissionais de Jornais e Revistas, os patrões propõem reajuste de 4,5%, piso salarial de R$ 750,00 para empresas com até 150 jornalistas e de R$ 1.000,00 para as empresas que empregam mais de 150 profissionais.

O Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro continua desenvolvendo sua campanha de esclarecimento à sociedade sobre as condições de trabalho da categoria. O movimento busca estimular as pessoas a manifestarem-se junto às empresas, apoiando a luta dos jornalistas e exigindo, dos veículos, informação de qualidade. Nova assembléia está prevista para o dia 25 de abril.

Jornalistas de Minas negociam com empresas de Rádio, TV, Jornais e Revistas
Com datas base em abril e maio, os jornalistas de Rádio e TV e de Jornais e Revistas de Minas Gerais já estão com suas campanhas salariais em desenvolvimento. Além de reajuste salarial, as reivindicações do segmento de Rádio e TV incluem aumento real, tíquete-refeição, adicional para as horas extras compensadas, remuneração extra com base no desempenho de cada empresa e piso salarial de R$ 1.230,00. Os patrões propõem piso de R$ 900,00 para rádio e de R$ 1.000,00 para TV. Nova rodada de negociações entre representantes do SJMG com representantes das empresas ocorreu nesta segunda-feira (17/04).

Já para o segmento de jornais e revistas, o sindicato patronal propôs reajuste de 4,2% (INPC do período) e manutenção das cláusulas da convenção atual. Mas a proposta está condicionada ao acerto do dissídio de 2005, ainda pendente. Para o SJPMG, não é possível a realização de um acordo que contemple os dois anos sem ao menos se atender às reivindicações do tíquete-refeição e aumento real conquistados no TRT, mas ainda em fase de recursos. Nova rodada de negociação com o segmento patronal está prevista para esta terça-feira (18/04).

Sinjorgran consegue segundo acordo e faz assembléia hoje
Prosseguindo com sua articulação da categoria por empresas, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Região da Grande Dourados (Sinjorgran) realiza, nesta segunda-feira (17/04), a partir das 19h30, assembléia com os profissionais da TV RIT para definição de suas reivindicações.

O Sinjorgran conseguiu firmar hoje cedo, no Ministério Público Federal do Trabalho, o segundo acordo coletivo da história de Dourados, desta vez com o jornal Diário MS.
A diferença em relação ao acordo firmado com o jornal O Progresso é que o piso do Diário MS ficou menor (R$ 750,00 contra R$ 900,00 por cinco horas de trabalho), mas o Sindicato vai tentar conseguir a isonomia junto ao Tribunal do Trabalho.

Reintegração cassada
No dia 11 de abril, a 16º Vara do Trabalho de Salvador cassou a liminar que determinava a reintegração da jornalista Kardelícia Mourão, presidente do Sinjorba e diretora da FENAJ, a seu posto de trabalho no Conselho Regional de Farmácia (CRF/BA). Há dois meses sem salários e tendo seu direito à imu_idade sindical agredido, Kardelícia, com apoio das entidades dos jornalistas, recorreu da decisão.

Fazenda da Gazeta Mercantil vai a leilão
No dia 27 de abril irá a leilão, na Vara do Trabalho de Araguari (MG), uma fazenda pertencente a uma empresa do Grupo Gazeta Mercantil, avaliada em R$ 17 milhões. O leilão é para execução de uma ação trabalhista movida em 2001, em São Paulo, por um jornalista que não teve seus créditos devidamente pagos. A Gazeta Mercantil recorreu a diversas instâncias da Justiça do Trabalho, mas não reverteu a derrota.