Segunda-feira (30/03) encerra o prazo para envio de contribuições à consulta pública do MEC sobre as diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo. A FENAJ está estimulando os Sindicatos da categoria, professores, estudantes e a sociedade a contribuírem com propostas para essa etapa do debate, considerando que a revisão curricular está relacionada com a luta em defesa do diploma.
Constituída pelo Ministério da Educação, uma Comissão de Especialistas espera concluir, até junho, um documento sobre a revisão das diretrizes curriculares em Jornalismo, a ser encaminhada à Secretaria de Educação Superior (Sesu), órgão do MEC, e ao Conselho Nacional de Educação (CNE). Para tanto, desenvolve dois processos de consulta à sociedade – uma consulta pública e três audiências públicas sobre dois principais temas: o perfil desejável do profissional do Jornalismo e as principais competências a serem adquiridas durante a graduação.
“Embora o julgamento do diploma e revisão das diretrizes não constituam fatos cujos resultados sejam dependentes, eles estão relacionados”, considera a diretora do Departamento de Educação da FENAJ, Valci Zuculoto. E justifica: “A instauração do processo de atualização das diretrizes e o rápido grande envolvimento nacional na questão são uma das provas do quanto a formação profissional dos jornalistas em curso universitário específico é essencial ao exercício do Jornalismo e o cumprimento de sua função social”.
Até segunda-feira, alunos, professores, pesquisadores, profissionais e representantes da sociedade civil podem enviar suas contribuições para o e-mailconsulta.jornalismo@mec.gov.br. Nesse sentido, a FENAJ orienta a utilização dos documentos Programa Nacional de Estímulo à Qualidade de Ensino e Propostas de Diretrizes do Seminário de Campinas como referências para a formulação de propostas.
A Federação está concluindo o texto da sua contribuição para essa etapa e vai continuar intervindo no processo, nas audiências públicas – a próxima está agendada para dia 24 de abril, em Recife, e contará com a participação de representantes do mercado de trabalho do Jornalismo, como as entidades sindicais dos jornalistas e entidades patronais – e por intermédio do seu interlocutor na Comissão de Especialistas.





