A Prefeitura de Guarujá está tomando uma atitude, no mínimo, desconfortável para os jornalistas, denuncia a Diretoria Regional do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo em Santos. Os seguranças filmam entrevistas dos repórteres que cobrem a situação existente nos pronto-socorros e equipamentos municipais. Acompanhe, ainda, informações sobre a campanha dos jornalistas de rádio e TV do Rio, o repúdio do Sindicato do Rio Grande do Norte a uma sentença sobre direito de resposta e sobre o protesto da FENAJ ao Bradesco, que não reconheceu a carteira da entidade como documento oficial.
As filmagens pelos seguranças de Guarujá ocorreram após a agressão sofrida pelo repórter fotográfico Adalberto Marques, de A Tribuna, que foi impedido de fazer uma foto no Pronto-Socorro de Vicente de Carvalho por um guarda municipal, que lhe aplicou uma gravata e tentou arrancar a máquina fotográfica de suas mãos.
A Diretoria Regional registrou um boletim de ocorrência e está pedindo explicações à Prefeitura. Mas, até o momento, não foi atendida. Pelo que se observa, a imprensa é o maior problema de Guarujá, que coloca guardas municipais para filmar jornalistas ao invés de preservar o patrimônio público.
Patrões propõem arrocho aos jornalistas de rádio e TV no Rio de janeiro
Em reunião realizada no auditório do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro nesta terça-feira (13), as empresas de rádio e televisão rejeitaram o reajuste de 15,42% dos salários e de todos os benefícios reivindicados pelos jornalistas. A contraproposta apresentada foi de 4% que nem sequer alcança os índices oficiais de inflação registrada entre fevereiro de 2009 e janeiro de 2010. Com o impasse, a comissão de negociação do Sindicato dos Jornalistas decidiu apresentar nova proposta na próxima reunião, marcada para 20 de abril, no Sindicato dos Jornalistas. Nesta quinta-feira, dia 15, será realizada a segunda rodada de negociação da campanha salarial dos profissionais que trabalham em jornais e revistas.
Sindicato do Rio Grande do Norte solidariza-se com jornalista condenada por sentença judicial
Em nota emitida no dia 9 de abril, o Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte solidarizou-se com uma colunista do Jornal de Hoje e condenou a sentença do juiz Ricardo Tinoco de Góes a respeito do exercício do direito de resposta garantido à juiza Francisca Maria Tereza Maia Diógenes. “A entidade considera que a jornalista atendeu efetivamente às solicitações do contraditório da juíza a respeito do conteúdo da ‘nota’ veiculada em sua coluna, quando assegurou o mesmo destaque editorial (tamanho do texto, tipologia e posicionamento na diagramação da coluna) conferido à nota que motivou a controvérsia”, diz a nota, que repudia a sentença porque “deixou de observar o preceito constitucional de que todos são iguais perante a lei ao impor que o jornalista dedique mais espaço que o merecido para o caso, deixando de considerar também que o jornal e a jornalista cumpriram com o cânone do direito de resposta, qual seja, o de assegurar o contraditório de forma proporcional ao agravo e imediatamente à manifestação da parte supostamente ofendida”.
FENAJ cobra do Bradesco reconhecimento da carteira de Jornalista
Em carta encaminhada à presidência e à Ouvidoria do Bradesco, a FENAJ caracterizou como desrespeito à lei e à categoria a rejeição da Carteira de Jornalista como documento oficial. O protesto deve-se ao fato de que, ao dirigir-se a uma agência do banco em Brasília, uma jornalista foi impedida de abrir uma conta poupança porque apresentou como documento de identificação a carteira da FENAJ que, segundo os funcionários do Bradesco, seria apenas “uma carteira funcional”. Ao que parece, o Bradesco desconhece que a carteira oficial da FENAJ foi criada pela Lei nº 7.084/82 e tem validade em todo o território nacional. Se o equívoco não for corrigido, a entidade tomará as providências legais cabíveis.
Com informações dos Sindicatos dos Jornalistas de São Paulo, Município do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Norte