Presidente da FENAJ explica em São Leopoldo (RS) que o Conselho defende os jornalistas

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O presidente da FENAJ, Sérgio Murillo, esteve na Unisinos, em São Leopoldo (RS), no dia 31 de agosto, participando, junto aos jornalistas José Carlos Torves (presidente do Sindicato dos Jornalistas/RS), Luiz Fernando Moraes (Coletiva) e Jaime Copstein (Rádio Gaúcha), de um debate sobre o Conselho Federal de Jornalismo (CFJ). A mediação esteve a cargo do coordenador do curso de Jornalismo da Unisinos, Edelberto Behs. 

Murilo explicou que o projeto foi criado a partir da necessidade de regulamentar a profissão, garantir unicamente o acesso dos formados aos postos de trabalho, qualificar a informação e responsabilizar os maus profissionais por seus atos. Destacou que o CNJ surge em defesa dos jornalistas e que o projeto foi elaborado exclusivamente pela FENAJ, tendo como base o projeto de lei que criou o Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). O presidente da FENAJ destacou ainda que a entidade está aberta a uma ampla discussão sobre a questão, e que é a partir deste debate que poderão surgir as alterações necessárias.

No mesmo dia, durante o almoço, Sérgio Murillo participou de um Bate-Papo Jornalí­stico, promovido pelo sindicato gaúcho, em uma cantina de São Leopoldo. Ele explicou que há anos o projeto vem sendo discutido com a categoria, e defendeu a autonomia e a fiscalização da profissão. Esclareceu que o conteúdo das reportagens não será o alvo das fiscalizações, e que uma possí­vel cassação de registro pode servir para proteger a sociedade dos “picaretas do mercado”. Para Murillo a opinião de alguns profissionais dos grandes veí­culos de comunicação, principalmente do eixo Rio/São Paulo, não pode ser considerada como de todos os jornalistas. “Não existe nenhuma forma de ví­nculo com o governo. O conselho será independente e autônomo e deverá organizar a categoria”, ressaltou.