Segurança do Diário do Nordeste destrói cartazes da Campanha Salarial dos Jornalistas do Ceará

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ceara_internaA incoerência patronal com seu discurso de defesa da liberdade de expressão e sua intransigência em negociar melhores condições de trabalho evidenciaram-se no dia 6 de novembro, em Fortaleza. A mando da chefia da Segurança do Diário do Nordeste, um funcionário destruiu 60 cartazes da Campanha Salarial de Mídia Impressa 2014/2015 fixados pelo Sindicato dos Jornalistas do Ceará nos tapumes das obras de reforma da Praça da Imprensa. Confira, também, informações sobre demissões de jornalistas no Amazonas e sobre os acordos nas campanhas salariais da categoria em Santa Catarina e São Paulo.

Os cartazes traziam as mensagens: “Yolanda Queiroz, cadê a negociação dos jornalistas?” e “Yolanda Queiroz, jornalistas querem negociação já!”. Yolanda Queiroz é a proprietária do maior grupo de comunicação do Estado do Ceará, que incluiu, além do jornal Diário do Nordeste, a TV Verdes Mares (repetidora da Globo), a TV Diário, rádios Verdes Mares AM e FM. O material reivindicava o início das negociações salariais com os jornalistas, há mais de dois meses sem resposta à pauta de reivindicações da categoria.

O segurança ainda tentou intimidar os diretores do Sindjorce que o fotografaram enquanto retirava o material. As fotos de toda a ação foram parar no Facebook e no boletim informativo online do Sindicato, tendo grande repercussão. A postura autoritária e anti-democrática dos prepostos do jornal revoltou jornalistas, dirigentes sindicais e internautas.

“A intransigência patronal contra seus trabalhadores só tem equivalência na sua incapacidade de gerir seus negócios. O Sindicato dos Jornalistas do Ceará tem o apoio da FENAJ e dos sindicatos do Brasil no seu direito de representação e luta pelos direitos dos jornalistas cearenses”, afirmou o presidente da FENAJ, Celso Schröder, ao tomar conhecimento do ocorrido, pelas mídias sociais.

Sindicato do Amazonas protesta contra demissões no jornal A Crítica
O Sindicato dos Jornalistas do Amazonas protestou, no dia 7 de novembro, contra a demissão de 4 profissionais no jornal A Crítica. Uma deles, a jornalista Rosiene Carvalho, está inscrita na chapa que concorrerá à eleição do Sindicato, prevista para o próximo dia 26 e tem estabilidade no emprego assegurada pela Constituição Federal. A entidade acionou sua assessoria jurídica para apoiar os colegas e pretende contestar as demissões imotivadas.

Campanha salarial 2014 é encerrada em Santa Catarina
O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina e o Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas de Santa Catarina chegaram a um acordo para a Convenção Coletiva de Trabalho 2014/2015. Ficou assegurado, além do reajuste salarial de 5,82%, um aumento real de 2,60%, com uma evolução de 8,57% no piso, que passou de R$ 1.750,00 para R$ 1.900,00, retroativo a maio/2014 (data-base da categoria) e a manutenção das demais cláusulas da convenção coletiva anterior. As diferenças salariais retroativas a maio poderão ser quitadas em três parcelas. O Grupo RBS já se comprometeu em fazer a quitação em parcela única.

Jornalistas do interior e litoral paulista aprovam acordo em plebiscito
Os jornalistas de Jornais e Revistas do Interior e Litoral (inclusive da Grande São Paulo) aprovaram em plebiscito promovido pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo entre 27 de outubro e 7 de novembro, a proposta patronal para acordo, com reajuste de 6,08% (INPC do período) para todos os salários e 6,09% para o piso salarial, que passará a ser de R$ 2.055,00 (para 5 horas) e R$ 3.288,00 (7 horas). O reajuste é retroativo à data base da categoria que é 1º de junho. Também foi aprovado um aumento em duas etapas para o vale refeição e alimentação. O plebiscito teve a participação de 477 jornalistas, dos quais 424 (88,9%) votaram pela aprovação da proposta.