Sindicato do estado do Rio de Janeiro pede fiscalização do Ministério do Trabalho sobre empresas jornalísticas

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Diante de uma situação na qual os veículos de comunicação não estão respeitando os direitos dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro solicitou a fiscalização e providências da Superintendência  de Trabalho e Emprego do Estado nas empresas jornalísticas sediadas em Campos, Macaé, Petrópólis, Cabo Frio e Nova Friburgo.

No documento encaminhado ao superintendente da SRTE/RJ, Heiton Yomura, o presidente do Sindicato dos Jornalistas no estado, Continentino Porto, relata uma série de irregularidades. “Há casos de jornalistas que chegaram a trabalhar por mais de 10 horas diárias, sem registro de ponto, com compensação das horas excessivamente trabalhadas e sem pagamento de eventuais horas extras”, diz.

Segundo o Sindicato, nos últimos dias foram demitidos no Diário de Macaé 20 Jornalistas; na Tribuna de Petrópolis, dois repórteres e dois diagramadores; no SBT de Friburgo, seis radialistas e dois Jornalistas; 4 em Campos. A entidade relatou, também, que há especulações de que outras demissões poderão ser efetuadas na Intertv de Campos, Petrópolis, Macaé, Cabo Frio e Nova Friburgo, como também, na Record de Campos.

O Sindicato pediu à SRTE que fiscalize, nos locais de trabalho dessas empresas, o cumprimento da regulamentação profissional dos jornalistas e que o órgão do Ministério do Trabalho verifique se os demitidos receberam corretamente as verbas rescisórias.