Sindjors define programação do Março de Luta das Mulheres

60

O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul (Sindjors) realizará, ao longo desse mês, o Março de Luta das Mulheres, uma programação de três eventos online, sendo um por semana. Com o tema central Lute Como uma Jornalista, os encontros serão transmitidos pelas redes do Sindjors e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), em uma das iniciativas conjuntas entre a FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas para marcar o mês das mulheres.

A abertura será no dia 09/03 (terça-feira), às 19 horas, com a live Mulheres e o sindicalismo, com a participação de Maria José Braga, presidenta da FENAJ; Beth Costa, secretária geral da FENAJ e ex-diretora Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ); Samira de Castro, representante da Comissão Nacional de Mulheres da FENAJ; Vera Daisy Barcellos, presidenta do Sindjors; Alessandra Bonfim Bacelar, presidenta do Sindjorto (Tocantins); Alessandra Mello, presidenta do SJPMG (Minas Gerais); Adriana Maria Silva da Cruz, presidenta do Sinjoper (Roraima); Marian Isabella Trigueiros, secretária de Cultura e Eventos do Sindijor Norte do Paraná, e Renata Maffezolli, representante do SJPDF (Distrito Federal) na Comissão Nacional de Mulheres.

O tema é de grande relevância, uma vez que um estudo de 2012, da Universidade Federal de Santa Catarina – “Perfil do Jornalista Brasileiro” – aponta que “os jornalistas brasileiros são uma categoria profissional predominantemente feminina, jovem e branca, com 64% de mulheres e 36% de homens”.

De lá para cá, não houve atualização dos números e poucas foram as conquistas de gênero. Uma prova disso é que, apesar da predominância feminina, as mulheres jornalistas ainda têm tímida participação na estrutura sindical representativa da categoria. Em todo o país, são somente seis sindicatos liderados por presidentas. A mediação será da diretora do Sindjors Kátia Marko.

No dia 16/03 (terça-feira), também às 19 horas, o Sindjors promove o Meet das Gurias, um encontro de acolhimento e escuta, lançando um espaço de debate permanente, mensal, para as mulheres jornalistas, durante o ano todo. Para interagir com o público, a advogada criminalista e especialista em Direitos das Mulheres, Soraia Mendes, também professora do UniCeub e Mackenzie, pós-doutora pela UFRJ, doutora pela UnB e mestre pela UFRGS; e Mônica Cabañas, jornalista e terapeuta, doutoranda em Psicologia Ericksoniana e autora do livro “Políticas para a Expansão da Cobertura dos Trabalhadores e Trabalhadoras Domésticas”, ora residindo no México. A mediação será da presidenta do Sindjors, Vera Daisy Barcellos.

Para encerrar a programação #8M do Sindjors, no dia 23/03 (terça-feira), às 19 horas, acontecerá o Seminário sobre Feminismo e Masculinidades, com a participação do coordenador do comitê gaúcho do HeForShe, deputado estadual Edegar Pretto, e Télia Negrão, consultora em gênero, DH e políticas públicas no Coletivo Feminino Plural. O tema busca analisar o reconhecimento do espaço que a mulher passou a ocupar, na sociedade, o empoderamento feminino e as novas formas de violência, que não apenas a física. Ao mesmo tempo, uma sociedade estruturalmente machista, que precisa se ressignificar. Qual o lugar de fala dos homens? Qual o lugar de fala das mulheres? A mediação do encontro será da diretora e do diretor do Sindjors, Carla Seabra e Jorge Leão.

Com informações do Sindjors