SJPMG e FENAJ repudiam agressões a repórter da TV Integração em Prata (MG)

10

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vêm a público repudiar as agressões sofridas pelo repórter Arcênio Corrêa, da TV Integração, afiliada da Rede Globo no Triângulo Mineiro, durante entrevista no município de Prata, na manhã desta quinta-feira 29/10. As agressões foram gravadas pelo repórter cinmatográfico Stanley Matias e podem ser vistas clicando AQUI e na página do G1 Triângulo e Alto Paranaíba.

(Imagem: captura de tela.)

O G1 informa que Arcênio Corrêa fazia entrevistas em frente ao Pronto Atendimento de Saúde Municipal de Prata para a cobertura das eleições municipais. Subitamente, um homem — que, segundo o G1, tinha se identificado como médico, de nome Jackeny Melo — avançou sobre o microfone e tentou tomá-lo da mão de Arcênio. Ao mesmo tempo, outro homem saltou sobre o repórter por trás e lhe deu uma gravata.

As agressões terminaram graças à intervenção de profissionais do posto de saúde e do repórter cinematográfico Stanley Matias, que deixou a câmara ligada e socorreu o repórter, livrando-o do homem que lhe dava a gravata. Este pegou um celular caído no chão, supostamente do repórter, e o jogou com força no chão outra vez; em seguida saiu correndo.

A equipe jornalística acionou a Polícia Militar para registrar um Boletim de Ocorrência e fazer exame de corpo delito. O diretor de Jornalismo da TV Integração, Paulo Eduardo Vieira, lamentou o ocorrido e informou que a reportagem interrompida fazia parte da cobertura eleitoral, visando a divulgar as propostas dos candidatos a prefeito nas diversas cidades da região.

O SJPMG e a FENAJ se solidarizam a Arcênio Corrêa, Stanley Matias e demais profissionais da TV Integração e manifestam mais uma vez sua defesa intransigente dos jornalistas e da liberdade de imprensa.

É inaceitável que jornalistas sejam impedidos de realizar o seu trabalho, imprescindível para informar a população. É gravíssimo que esse impedimento seja feito por meio de violência física, como ocorreu neste episódio e já se tornou frequente no Brasil, tornando o país um dos mais perigosos para o exercício do jornalismo.

Esperamos que a polícia cumpra sua função de investigar os fatos e a justiça puna os agressores, para que acontecimentos assim não se repitam. E que o prefeito de Prata, Anuar Arantes Amuy, que declarou ao G1 lamentar as agressões e prometeu instalar procedimento contra os funcionários do Posto de Saúde, já identificados, tomar as medidas administrativas cabíveis.

A sociedade não pode aceitar agressões a jornalistas, sob pena de ver cassado o seu direito democrático à informação.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais

Federação Nacional dos Jornalistas