Federação denuncia precarização e desemprego, e chama a atenção para a necessidade de valorização da profissão de jornalista. “Para a FENAJ, o dia do trabalhador pode e deve ser festejado, mas sem perder a perspectiva da mobilização e da luta”.
É no mínimo estranha, pra não dizer condenável, a comemoração do dia do trabalhador patrocinada pelas duas principais centrais sindicais. A Força Sindical fez um ato-show, com farta distribuição de prêmios e manifestações de oposição, abrindo espaço inclusive para uma fala estapafúrdia do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti. A Central Única do Trabalhadores, a qual a FENAJ é filiada, também apelou para missas e shows, buscando atrair público e a atenção da imprensa. A presença de ministros no palanque acaba por reforçar as críticas de atrelamento da principal Central Sindical. Além disso, o último programa de TV da CUT, o Repercut, trouxe uma entrevista exclusiva com o presidente Lula. Além do tom oficialesco, a entrevista foi realizada pelo presidente da Central, Luiz Marinho, em um claro desrespeito à legislação profissional dos jornalistas.
Em função dos constantes ataques que a profissão tem sofrido em nosso país, a FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas de todo o Brasil, neste momento, realizam uma campanha nacional que visa chamar a atenção da sociedade brasileira para a necessidade imperiosa de valorizar a profissão e o jornalista.
Temos a convicção de que este objetivo passa pela valorização de todos os trabalhadores, a partir de políticas de defesa dos direitos trabalhistas e da garantia de condições de trabalho adequadas, que incluam emprego, salários dignos, proteção à saúde e relações respeitosas no trabalho. Especificamente, denunciamos o drama do desemprego, ao qual as empresas de comunicação continuam insensíveis, e as formas de precarização das relações de trabalho em todo o Brasil. Para a FENAJ, o dia do trabalhador pode e deve ser festejado, mas sem perder a perspectiva da mobilização e da luta.
A Diretoria






