Nesta quarta-feira (20/08) começa em São Paulo o 33º Congresso Nacional dos Jornalistas. O evento se reveste de caráter histórico, pois ocorre num período onde se comemora os 200 anos da imprensa brasileira e a categoria desenvolve intensa mobilização em defesa do diploma como requisito para o exercício da profissão. Durante o congresso será lançado o livro “Formação Superior em Jornalismo – Uma exigência que interessa à sociedade”.
A abertura oficial do 33º Congresso será às 20h de quarta-feira. Os organizadores do evento esperam mais de 300 pessoas, entre delegados, observadores e convidados. Temas como o diploma e a regulamentação da profissão, a organização da categoria, a liberdade de imprensa, as novas tendências da comunicação e as transformações no mundo do trabalho serão abordados durante o 33º Congresso, com a participação de especialistas brasileiros e estrangeiros e representantes dos poderes públicos. Entre eles, estão: o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi; o presidente do Senado, Garibaldi Alves; o presidente da Federação Internacional dos Jornalistas, Jim Boumelha; os economistas Luiz Gonzaga Beluzzo, José Dari Krein e Márcio Pochmann; e a diretora do jornal da Universidade do México, Carmen Lira.
Além das comemorações dos 200 anos da imprensa brasileira, o 33º Congresso acontece num período onde a categoria luta para que Supremo Tribunal Federal rejeite o recurso que questiona a obrigatoriedade da formação específica em nível superior para o exercício da profissão. “Vamos reafirmar para todo o País que nossa profissão tem direito à regulamentação e que o acesso a ela deve ser feito por meio do ensino superior”, destaca o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo.
Durante o evento, será realizada solenidade comemorativa ao bicentenário da imprensa brasileira, às 20 horas do dia 22/08, quando será lançada a comenda da FENAJ – elaborada pelo jornalista e artista gráfico Elifas Andreato – homenageando dois jornalistas que se tornaram referência na profissão: o paulista José Hamilton Vieira, repórter há 52 anos, que trabalhou nos mais importantes veículos de comunicação e ganhou vários prêmios; e a cearense Adísia Sá, a primeira mulher a atuar na imprensa daquele Estado e fundadora do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará.
Entre as atividades culturais, estão marcados o lançamento do livro “Formação Superior em Jornalismo, uma exigência da sociedade”, editado pela FENAJ (dia 22/08, às 19 horas); e doPrêmio Nacional de Jornalismo Dom Pedro Casaldáliga pela erradicação do trabalho infantil, que é promovido pelo Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso (22/08, às 18 horas). Olivro é o segundo organizado pela Federação dentro da campanha em defesa da obrigatoriedade de formação universitária especifica para o exercício da profissão. Nele, juristas, acadêmicos e profissionais abordam com profundidade a importância da exigência do diploma para o exercício da profissão.





