39º Congresso vai debater os desafios da profissão, as mudanças tecnológicas e o financiamento do jornalismo

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“Desafios da produção jornalística: das mudanças tecnológicas às formas de financiamento” é o tema central do 39º Congresso Nacional dos Jornalistas que ocorrerá nos dias 17, 18, 24, 25 e 26 de setembro. Organizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), com a parceria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ), pela primeira vez, o evento será realizado virtualmente devido à pandemia de Covid-19.

A temática do encontro, que terá cerca de 20 horas, vem sendo defendida pela presidenta da FENAJ, Maria José Braga, em seminários regionais junto à categoria e entidades que, de certa forma, têm vínculo com a comunicação e o Jornalismo. A proposta busca a taxação das grandes plataformas digitais para a criação de um fundo público de fomento ao jornalismo profissional.

A programação do 39º CNJor terá uma conferência de abertura, quatro painéis de discussão, uma roda de conversa e plenárias deliberativas. No dia 17 de setembro, sexta-feira, a partir das 17h, será realizada a plenária de aprovação do Regimento Interno e eleição da mesa diretora do Congresso.

A abertura oficial ocorrerá às 20h e será feita pela presidenta da FENAJ, Maria José Braga, com a presença de autoridades e representantes do Sindicato parceiro (SJPMRJ). A Conferência de Abertura (20h30) terá como conferencista João Paulo Rodrigues, integrante da coordenação nacional do MST e da Frente Brasil Popular. O encerramento das atividades desta noite está previsto para às 22h.

Redes digitais e taxação das plataformas

O primeiro painel de debates “Redes Digitais: reflexão ou adesão” acontece no sábado, 18 de setembro, entre 9h e 10h30, tendo o cientista político Sérgio Amadeu da Silveira, da Universidade de São Paulo, e da jornalista Janara Nicoletti, pesquisadora associada ao Observatório da Ética Jornalística (objETHOS/UFSC), como debatedores. A mediação será do diretor da FENAJ, Guto Camargo.

Ainda no sábado, das 10h30 às 12h, o painel “Plataforma Mundial por um Jornalismo de Qualidade e Taxação das Plataformas Digitais” terá como debatedora Zuliana Lainez, vice-presidenta da FIJ e presidenta da Federação de Periodistas da América Latina e Caribe (Fepalc). O segundo debatedor será Dão Real Pereira dos Santos, vice-presidente do Instituto Justiça Fiscal. Também participa desse momento a presidenta da FENAJ e integrante do Comitê Executivo da FIJ, Maria José Braga.

Plenárias deliberativas

A tarde do dia 18 de setembro, das 14h às 17h, será dedicada à plenária deliberativa dos delegados do 39º Congresso. As teses apresentadas nas plenárias pela FENAJ, com a contribuição dos Sindicatos filiados, serão debatidas, com votações pela aprovação ou rejeição das propostas.

Os temas das teses-guia estão voltados para a conjuntura política, econômica, social e sindical por que passa o país; a ação sindical a ser desenvolvida pela FENAJ e seus 31 Sindicatos filiados; a proposta da Federação sobre a taxação das grandes plataformas digitais para fomentar o Jornalismo de qualidade e ainda mudanças no Estatuto da Federação, com destaque para a proposta de realização das eleições diretas para a Diretoria da FENAJ por meio digital (via internet).

O 39º CNJor retoma suas atividades no 24 de setembro. Na noite de sexta-feira, das 19h às 21h, acontece a Roda de Conversa virtual “Jornalismo em tempos de ódio”, com a participação da jornalista Patrícia Campos Mello, repórter especial e colunista da Folha de S. Paulo. A roda de conversa contará ainda com a presença do jornalista Luís Nassif que comanda o Jornal GGN.

Desertos de notícias e remuneração do conteúdo jornalístico

No dia seguinte, sábado, 25 de setembro, das 9h às 10h30, os jornalistas presentes no 39º CNJor vão participar dos debates no painel “Desertos de Notícias e Fundo de Apoio e Fomento ao Jornalismo”. Os debatedores são Sérgio Lüdtke, coordenador da equipe de pesquisadores do Atlas da Notícia, que trouxe à tona esse grave problema no Brasil, onde mais de 4 mil municípios não têm um único veículo de comunicação, deixando cerca de 33,7 milhões de brasileiros sem notícias, sem jornalismo de qualidade. O diretor do Departamento de Relações Internacionais da Federação e professor da PUC do Rio Grande do Sul, Celso Schroder, também é convidado deste painel. A mediação será feita por Samira de Castro, segunda-vice-presidenta da FENAJ.

O quarto e último painel do 39º CNJ, que acontece das 10h30 às 12h, vai debater a “Remuneração de conteúdo jornalístico nas plataformas. E para discutir esse tema, que tem afinidade com a proposta da FENAJ –  taxar as big techs para fomentar o jornalismo – foi convidada Mariana Valente, diretora do InternetLab e que atua em temas de políticas de internet, direito autoral, mercados culturais e acesso à cultura e ao conhecimento. O senador Ângelo Coronel, do Estado da Bahia, é o segundo debatedor deste painel. Ele é autor do PL 4.255/2020, que prevê o pagamento de direitos autorais aos veículos de imprensa pela publicação de notícias em redes sociais e plataformas. Também está confirmado nessa atividade o diretor da ABCPública, Lincoln Macário. A mediação ficará por conta da Secretária Executiva da FENAJ, Beth Costa.

A tarde do sábado, 24 de setembro, das 14h às 17h, será dedicada à plenária deliberativa para discussão, aprovação ou rejeição das teses norteadoras das ações políticas e sindicais da FENAJ. Da mesma forma, a manhã de domingo (25), das 9h às 12h, será destinada a esta atividade com os delegados do congresso. Após a última plenária, ocorrerá a aprovação de Moções e da Carta do 39º Congresso Nacional dos Jornalistas.

O 39º Congresso Nacional dos Jornalistas tem o apoio da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), Fundação Friedrich Ebert (FES), da Associação dos Funcionários do BNDES (AFBNDES) e da TIM.

Mais informações como valores e inscrições para o Congresso podem ser adquiridas AQUI.