A demissão de 23 trabalhadores das áreas de administração e manutenção do jornal La Nacion, do Chile, ocorrida no dia 29 de junho, foi denunciada por entidades internacionais representativas dos trabalhadores em comunicação. Tal processo demissionário fere medida cautelar que impede a alteração das relações de trabalho até o desfecho de processo judicial que está em curso.
Até o momento 291 trabalhadores em comunicação perderam seus postos de trabalho no Chile. No diário La Nacion a crise vem se arrastando desde o ano passado, pois o governo do país é detentor de 70% da propriedade do jornal e insiste em reduzir pessoal em função da convergência digital.
Às 23 demissões ocorridas no dia 29 somam-se as de nove jornalistas dispensados na semana anterior. Orientados por sua assessoria jurídica, os trabalhadores não estão assinando o aviso prévio.
A Federação dos Jornalistas da América Latina e do Caribe (FEPALC) acompanha sua afiliada, a Federação Nacional dos Trabalhadores dos Meios de Comunicação do Chile (Fenatramco), na ação movida na Justiça buscando reverter esta situação de insegurança vivida pelos trabalhadores no jornal La Nacion. “É uma situação absurda, pois fere uma medida cautelar em vigor até que o juiz retome o julgamento do impasse”, critica o presidente da FEPALC, Celso Schröder.






