Entidades do campo do jornalismo indicarão nomes para comissão de revisão curricular

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Dirigentes da FENAJ, do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo (FNPJ) e da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) reúnem-se em São Paulo, na próxima semana, para definir suas indicações para a Comissão a ser constituída pelo Ministério da Educação para revisar as diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo. As propostas da Comissão serão submetidas ao Conselho Nacional de Educação (CNE). A FENAJ tem posição contrária a cursos de curta duração que possibilitem a profissionais de outras áreas o ingresso no Jornalismo.

Em audiência solicitada pelas três entidades, realizada dia 23 de outubro, além de admitir que não compete ao MEC interferir no debate sobre a regulamentação profissional dos jornalistas, o ministro Fernando Haddad manifestou preocupação com a formação acadêmica e manifestou a intenção de compor uma comissão para revisar as diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo. Como a FENAJ, FNPJ e SBPJor manifestaram disposição de participar, abriu-se a possibilidade de indicarem nomes com saber consolidado no campo profissional e acadêmico do jornalismo e sem caráter de representação direta das entidades.

O presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, informou que as três entidades desenvolveram um calendário conjunto de atividades, com consultas prévias às suas instâncias, e que na reunião que realizarão em São Paulo na próxima semana deverão definir encaminhamentos comuns.

Murillo desconsiderou informações que circularam na imprensa na semana passada, segundo as quais o ministro Haddad teria dado novas declarações em favor de cursos de menor duração para que profissionais de outras áreas possam atuar profissionalmente no Jornalismo. “Não nos pautaremos, no debate do currículo, por declarações que só contribuem para tumulturar ainda mais a polêmica sustentada pelas empresas em torno da regulamentação profissional”, disse.

O presidente da FENAJ adiantou que a entidade é contra qualquer proposta que implique formar “meio jornalista” em um curso de curta duração. “Mas não nos recusamos ao debate de uma proposta mais ampla que racionalize o reingresso na graduação e que tenha como princípio a reciprocidade entre os cursos de Jornalismo e outros cursos universitários”, esclareceu.