Entidades se solidarizam com repórter atingido por bala na cobertura de conflito

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Em nota emitida no dia 26 de novembro as Associações dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Brasil, do Rio de Janeiro e de São Paulo, os Sindicatos dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro e de São Paulo e a FENAJ lamentaram o incidente ocorrido com o repórter fotográfico da Reuters e presidente da Arfoc SP, Paulo Whitaker, que levou um tiro quando cobria o confronto no Morro do Alemão, no Rio. As entidades cobraram das empresas jornalísticas a garantia de segurança aos seus profissionais e das autoridades uma solução para a violência que aflige a população do Rio de Janeiro.

Paulo Whitaker acompanhava a ação do exército quando traficantes atiraram contra os soldados. Apesar de estar fora da linha de tiro, com colete à prova de bala e de capacete, a bala ricocheteou e atingiu o jornalista no ombro esquerdo. 

Na nota oficial emitida sobre o caso, as entidades “lamentam o ocorrido e esperam que as empresas jornalísticas não só garantam a segurança dos seus profissionais envolvidos na cobertura dos conflitos como assumam a responsabilidade pelas conseqüências da atividade profissional em área de risco. Esperamos também que as autoridades dêem solução à onda de violência que assola os cidadãos do Rio de Janeiro”.

Levado à Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Pasteur, na tarde de sexta-feira (26/11), Whitaker ficou internado devido a uma crise hipertensiva e foi liberado no dia seguinte, retornando a São Paulo. A bala atingiu o ombro direito do repórter fotográfico, mas não chegou a perfurá-lo.

As entidades acompanham o quadro de saúde do profissional e os desdobramentos do caso.