FENAJ e Sindicatos ampliarão movimento pelo CFJ

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A luta pelo Conselho Federal dos Jornalistas (CFJ) é uma prioridade dos jornalistas brasileiros para o próximo período. A proposta foi aprovada por unanimidade na plenária final do 32º Congresso Nacional dos Jornalistas, realizada dia 8 de julho, em Ouro Preto (MG). A deliberação foi precedida de debate com representantes da FENAJ, do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, do deputado federal Celso Russomanno (PP/SP) do representante da Associação de Imprensa Italiana no Brasil, Venceslau Soligo, do presidente do Confea, Marco Túlio de Melo e do ex-presidente da OAB, Hermann Baeta.

Na busca da aprovação do projeto do CFJ, a FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas desenvolverão um processo de ampliação de debates, com a retomada de seminários nacionais e regionais sobre o tema. A expectativa é que destes debates, com envolvimento de outros setores da sociedade, hajam contribuições no sentido de melhorar o anteprojeto a ser reapresentado na Câmara dos Deputados.

No painel sobre o Conselho Federal dos Jornalistas, realizado na manhã do dia 8, o presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, Marco Túlio de Melo apoiou a criação de uma autarquia pública que defenda e fiscalize o exercício da profissão. “O modelo neoliberal busca desregulamentar as profissões para ter livre trânsito. O Conselho é um aliado na luta em favor da ética profissional”.

A ex-presidente da FENAJ, Beth Costa, mediadora do debate, ressaltou que o Conselho dará unidade à categoria e as ferramentas necessárias para o exercício da profissão. Esta posição também foi reforçada pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, Aloísio Lopes, que considerou o CFJ importante para garantir autonomia para o trabalho do jornalista, livre das pressões políticas, sejam públicas ou privadas. 

Já o deputado federal Celso Russomano (PP/SP), autor de um projeto de lei para a criação da Ordem dos Jornalistas, retirou o projeto da Câmara dos Deputados para propiciar um maior debate com a categoria e a sociedade. No debate ele considerou que não importa o nome que o órgão venha a ter, nem quem seja seu autor. “O importante é que isto seja uma conquista da categoria”, disse. Ele se comprometeu a reforçar o movimento pelo Conselho Federal dos Jornalistas na Câmara.

O italiano Venceslau Soligo relatou a experiência da Ordem dos Jornalistas da Itália: “é uma entidade de direito público onde se faz um exame para dar validade ao diploma”. E o membro honorário vitalício do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Hermann Baeta, disse que sua categoria lutou 89 anos para criar o Conselho dos Advogados, estimulando os jornalistas a prosseguirem nesta luta a manifestando apoio ao movimento.