FIJ: É hora de conseguir salários iguais na mídia

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A Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) lançou uma campanha global #PayMeEqual instando a mídia em todo o mundo a realizar auditorias salariais em suas redações e a agir para combater as disparidades salariais de gênero.

A disparidade salarial global entre homens e mulheres é estimada em 23%. Isso significa que as mulheres ganham em média 77% do que os homens ganham. No ritmo atual, levará pelo menos até 2086 para obter igualdade de remuneração em todo o mundo, de acordo com cálculos da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Apesar do fato de que cada vez mais mulheres estão se formando como jornalistas e ingressando na profissão, o jornalismo não é exceção nesta situação de injustiça global.

A disparidade salarial entre homens e mulheres não está relacionada com o fato de as mulheres serem menos qualificadas. Em absoluto. Isso ocorre porque seu acesso aos cargos mais bem pagos é limitado, porque a responsabilidade parental compartilhada ainda não é a norma, e poucas empresas de mídia oferecem transparência salarial total. Ou ao fato de que muito poucos acordos coletivos foram adotados com disposições fortes sobre a redução das desigualdades salariais entre mulheres e homens e conciliar trabalho e vida familiar.

Além disso, o Relatório Salarial Global da OIT em 2020/21 revela que as mulheres foram afetadas de forma desproporcional pela crise de Covid-19 e que isso multiplicou as desigualdades de gênero existentes. Enquanto isso, muitos projetos e tentativas de alcançar salários iguais, sejam legislativos ou por meio de negociações, estão congelados.

Pesquisa Global FIJ: Ajude-nos a documentar a diferença salarial

Para muitos sindicatos de jornalistas, a falta de dados desagregados por gênero e a ausência de transparência salarial na mídia são os principais obstáculos para diminuir as disparidades salariais entre homens e mulheres. Por esta razão, a FIJ lançou uma pesquisa global junto com a Wageindicator para documentar a disparidade salarial de gênero em nível nacional e apoiar seus afiliados em sua luta por salários iguais.

Responsa aqui a pesquisa global sobre salários