Mais jornalistas sofrem agressões

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bolsso_rs_internaA violência contra jornalistas não para. Nesta semana que se encerra, profissionais da imprensa foram agredidos, intimidados e ameaçados.No Rio Grande do Sul, jornalistas de diversos veículos de comunicação foram agredidos e coagidos por simpatizantes do deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ), que esteve na capital gaúcha para ministrar uma palestra. Houve confronto entre os simpatizantes do deputado e seus opositores e os jornalistas se tornaram alvo.

Após as agressões ocorridas em Porto Alegre, o Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul divulgou nota denunciando a violência e questionando o número reduzido de seguranças no local.

Na cidade de Sorriso (MT), a jornalista Aline Thaís Dessbesell foi agredida verbalmente e ameaçada de morte por Fernanda Poleto Caixeta, no dia 22, na sede da Rádio Centro América, local de trabalho da profissional. Aline reproduziu notícia veiculada no portal do Poder Judiciário de Mato Grosso, dando conta da condenação de Fernanda por dano ao erário, por causa da utilização de máquinas públicas para a limpeza de terreno de sua propriedade. Na mesma ação, dois funcionários públicos foram condenados por improbidade administrativa e dano ao erário. A jornalista foi xingada de “vagabunda” e ameaçada de morte. Fernanda somente deixou o local depois da chegada da Polícia Militar, que nem mesmo a deteve. Aline registrou a ocorrência na delegacia de polícia.

Já na Bahia, o jornalista Edvaldo Alves, apresentador do Grande Jornal, da rádio Sucesso FM, da cidade de Teixeira de Freitas, está sendo intimidado, em razão das cobranças que tem feito para que crimes como homicídios, assaltos e roubos de veículos sejam investigados e os criminosos presos. A rádio já recebeu dois ofícios da Polícia Civil pedindo as gravações do Grande Jornal, incluindo de edições futuras. Edvaldo e seus colegas de jornal, jornalistas Mirian Ferreira e Rafael Vedra, entendem que os pedidos são uma tentativa de censura.

Na semana passada, jornalistas foram agredidos na cidade de São Paulo (SP) e em Recife (PE). Nos dois estados, os Sindicatos de Jornalistas saíram em defesa dos profissionais e, mais uma vez, cobraram das autoridades medidas para coibir a violência de policiais contra os profissionais da imprensa. Em São Paulo, estudantes de Jornalismo da USP divulgaram umanota de repúdio às ações da Polícia Militar contra a liberdade de expressão. Na nota, os estudantes cobram das autoridades uma investigação imparcial dos casos de desrespeito ao trabalho jornalístico, com a consequente punição dos culpados.