Profissionais de rádio e TV de São Paulo aprovam acordo em plebiscito

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Em plebiscito realizado entre os dias 15 e 17 de dezembro, jornalistas de rádios e TVs da Capital e do Interior paulista aprovaram por ampla maioria a proposta de acordo em sua campanha salarial. Já em estados como o Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraná o impasse permanece. Em Goiás, o Sindicato da categoria comemorou a chamada, pelo governo do Estado, de todos os concursados para a Agência Goiana de Comunicação. Acompanhe.

Em São Paulo, o reajuste salarial para todos os jornalistas de Rádio e TV que ganham acima do piso foi de 6,08% (INPC do período). Este índice também corrige cláusulas econômicas como Participação nos Lucros e Resultados (PLR), abono, creche e seguro de vida. O piso salarial na capital foi reajustado em 12,1% (com aumento real de 5,68%) e no interior em 8,11%. O plebiscito contou com a participação de 514 profissionais. A votação não foi maior porque nas TVs Bandeirantes, Cultura, Gazeta e Rádio Eldorado de São Paulo as empresas não permitiram a entrada das urnas em suas dependências.

Guto Camargo, presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e secretário-geral da FENAJ, destacou a vitória da categoria, já que é uma das poucas vezes que o acordo de rádio e TV foi selado dentro do mês de dezembro e com índices satisfatórios, sobretudo incidindo sobre o piso salarial.

Jornalistas do Rio Grande do Norte fazem protesto no Carnatal
Em luta contra os péssimos salários e condições de trabalho, os jornalistas do Rio Grande do Norte protagonizaram, no dia 2 de dezembro, uma manifestação inusitada. Aproveitaram o intervalo entre os shows do Carnatal – o carnaval fora de época da capital potiguar – e desfilaram com o bloco Burro Elétrico, promovido pelo Sindicato da categoria, carregando como abre-alas uma faixa de protesto contra a intransigência patronal com os dizeres “Salário dos jornalistas do RN: uma vergonha!”. O protesto deu trabalho às emissoras de TV que transmitiam o evento ao vivo e tentaram esconder o movimento.

Em Pernambuco, patrões recuam e voltam a emperrar a negociação
A intransigência patronal fez com que os jornalistas de Pernambuco chegassem ao fim do ano com mais um acordo salarial em aberto. A última rodada de negociações ocorreu no final de novembro, com o patronato só mantendo a proposta de reajuste salarial de 5% e recuando da proposta de entendimento sobre a questão do diploma, segundo a qual no acordo apenas ficaria registrado que somente seriam contratados jornalistas com registro profissional no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O Sindicato dos Jornalistas criticou a postura patronal, mantendo-se aberto à negociação.

Sem avanços, negociação no Paraná tem nova rodada em janeiro
Em nova rodada de negociação da campanha salarial dos jornalistas do Paraná realizada dia 17 de dezembro – mediada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) –, não houve acordo. O patronato insiste em só conceder aumento real condicionado à perda do anuênio, o que não agrada aos jornalistas, que estão há 14 anos sem aumento real. “Tudo o que poderíamos ceder como categoria profissional nos últimos anos já cedemos, o que é fundamental agora é o reconhecimento das empresas de que os jornalistas são os responsáveis pelo crescimento delas”, disse o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Paraná, Márcio Rodrigues, ao lembrar que o momento mais propício para este reconhecimento é o de economia aquecida. Nova rodada de negociação deverá ocorrer na segunda quinzena de janeiro. Até a conclusão das negociações da nova convenção, a CCT 2009/2010 continua valendo e a data-base da categoria está mantida em setembro.

Sindicato de Goiás garante chamada dos concursados da Agecom
O Sindicato dos Jornalistas de Goiás comemorou a recente chamada de todos os concursados da Agência Goiana de Comunicação (Agecom) pelo governo do Estado. Segundo informações obtidas junto ao Gabinete Civil, foi o único concurso realizado pelo governo que teve todas as vagas preenchidas. O presidente do Sindicato, Cláudio Curado, atribuiu este fato ao trabalho da diretoria em parceria com a comissão dos concursados.