Sindicatos paranaenses lançam pesquisa sobre violência contra jornalistas

163

Os Sindicatos dos Jornalistas do Paraná e do Norte do Paraná lançaram uma pesquisa para identificar os tipos, a quantidade e a frequência da violência (agressões e assédio) sofrida por jornalistas em nível estadual. Os dados vão ajudar os sindicatos a elaborar políticas de proteção aos profissionais. Umquestionário on line está disponível aos que desejarem participar. A pesquisa está aberta até o dia 12 de dezembro.

Para a direção do Sindicato dos Jornalistas do Paraná a situação atual é grave. Só este ano, até outubro, 189 casos de agressão aos jornalistas foram registradas. O que chama a atenção, negativamente, é o número de assassinatos: três jornalistas foram mortos em razão do exercício profissional. Um exemplo é a triste história do repórter cinematográfico da Band (RJ), Santiago Ilídio Andrade, atingido por um artefato explosivo, lançado por um manifestante, durante uma manifestação popular.

Também foram assassinados este ano os jornalistas Pedro Palma, do Rio de Janeiro, e Geolino Lopes Xavier, conhecido como Geo, da Bahia. Esses crimes tiveram como característica o crimes por encomenda.

Manifestações
O maior número de violências contra os trabalhadores se deu em manifestações populares. Em 2013 foram registrados 187 casos de agressões. Neste ano, 68 jornalistas e outros 11 comunicadores populares foram agredidos durante manifestações de rua, totalizando 79 casos. A maior parte das agressões ocorridas durante os protestos populares partiu de policiais, mas houve também violência praticada por manifestantes, numa demonstração inequívoca de incompreensão do papel dos jornalistas para a garantia da democracia e dos direitos da cidadania.

Além desses episódios, ainda há casos de intimidações, ameaças, agressões físicas e verbais, impedimento do trabalho e detenções, assédio moral, além das práticas antissindicais.

Medidas
A FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas do país reivindicam a implementação do Protocolo Nacional de Segurança, exigindo medidas como o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs); além de treinamentos para os profissionais que forem submetidos a situações de risco.