SindijorPR retoma prêmios Sangue Novo e Sangue Bom com cerimônia nesta sexta-feira

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Depois de sete anos, premiação foi retomada com patrocínio da Itaipu Binacional 

 

Nesta sexta-feira (07), o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) realiza as premiações do Sangue Novo e Sangue Bom, tradicionais iniciativas de reconhecimento ao jornalismo profissional e jornalismo universitário. A retomada ocorre após um hiato de sete anos e conta com patrocínio da Itaipu Binacional

 

A cerimônia de entrega dos troféus do 11º Prêmio Sangue Bom e do 24º Prêmio Sangue Novo será no auditório da APP-Sindicato, em Curitiba, reunindo profissionais, estudantes, docentes e convidados para celebrar a produção jornalística no estado.

 

A retomada marca a concretização de um dos compromissos assumidos pela atual gestão do SindijorPR. A última edição do Prêmio Sangue Novo foi em 2019, já o Prêmio Sangue Bom teve última edição há dez anos. 

 

Em 2026, foram 189 trabalhos inscritos, representando todas as regiões do Paraná. O Prêmio Sangue Bom recebeu 42 inscrições, distribuídas em seis categorias. Já o Prêmio Sangue Novo, consolidado como a principal vitrine para estudantes universitários de jornalismo do estado, contabilizou 147 trabalhos, concorrendo em 12 categorias.

 

Fortalecimento do jornalismo profissional 

 

Para a presidenta do SindijorPR, Aline Reis, a retomada representa o fortalecimento e o reconhecimento do jornalismo profissional. “Retomar os prêmios Sangue Novo e Sangue Bom é uma iniciativa que valoriza o jornalismo profissional e aqueles que buscam o diploma para exercer nossa profissão. Esta iniciativa só foi possível graças à parceria com a Itaipu Binacional, que também tem este olhar respeitoso com os trabalhadores e trabalhadoras do jornalismo e enxerga o valor da informação feita por profissionais,” disse.

 

Para garantir isenção na avaliação, os trabalhos foram analisados por comissões julgadoras compostas por profissionais de outros Estados, no caso do Sangue Bom, e por jornalistas não docentes, no caso do Sangue Novo. Os critérios considerados foram qualidade técnica, relevância social, criatividade e originalidade.

 

O coordenador da premiação e diretor de Relações Estudantis do SindijorPR, Renan Colombo, destaca que o evento será também um momento de reencontro da categoria. “A cerimônia de premiação é um momento especial, que reúne a categoria para celebrar o bom jornalismo feito no nosso Estado. Convidamos toda a classe para se juntar a nós neste ato de promoção e fortalecimento do jornalismo paranaense.”

 

Reconhecimento que marca carreiras

 

Para quem já recebeu o prêmio, o reconhecimento permanece como um marco profissional mesmo décadas depois.

 

Vencedora da primeira edição do Prêmio Sangue Bom, em 2005, a jornalista Érica Busnardo lembra que a conquista permanece como um dos momentos mais importantes de sua trajetória. “Foi um dos reconhecimentos mais importantes da minha carreira. Prêmios como esse têm um papel essencial no jornalismo. Eles dizem com todas as letras, que um trabalho bem-feito, que a apuração, o tempo dedicado e o cuidado com a pauta valeram a pena. Passados 21 anos, carrego esse prêmio com orgulho. Prêmios como o “Sangue Bom” são importantes porque valorizam justamente este tipo de jornalismo, cada vez mais raro, e lembram porque ele continua sendo necessário,” destaca.

 

Érica ganhou o Prêmio Sangue Bom pela reportagem publicada no jornal Gazeta do Povo, “O fim de um povo paranaense“, sobre os oito últimos indígenas Xetás no Paraná, produzida juntamente com o jornalista Guilherme Voitch.

 

A experiência também marcou a trajetória do jornalista João Guilherme Castro, vencedor do Prêmio Sangue Novo em 2019, ainda como estudante. “O Sangue Novo representa um reconhecimento de todo o esforço durante a graduação. Participar já é uma motivação enorme. Ganhar o prêmio no último ano da faculdade foi uma experiência inesquecível e mostrou que eu estava no caminho certo. Hoje, como jornalista profissional, continuo vendo a premiação como um incentivo para que novos estudantes sigam acreditando na profissão”, disse.

 

Em defesa do diploma de Jornalismo

 

Para o professor de Jornalismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Mário Messagi, as duas premiações extrapolam o reconhecimento individual e cumprem um papel estratégico para o fortalecimento da profissão.

 

Segundo ele, o Prêmio Sangue Novo é uma das iniciativas mais importantes do país voltadas à formação acadêmica. “É o prêmio regional para estudantes de maior longevidade e sucesso do Brasil. Ele ajuda a fortalecer a qualidade dos cursos de Jornalismo e reafirma que o jornalismo se aprende produzindo jornalismo, dentro das universidades, com orientação e acompanhamento.”

 

Já sobre o Prêmio Sangue Bom, Messagi destaca seu papel na valorização da produção jornalística. “Quando os próprios jornalistas avaliam o que é jornalismo de qualidade, a categoria reafirma sua legitimidade para discutir os parâmetros da profissão. O prêmio não apenas reconhece talentos, mas estimula e fortalece o bom jornalismo.”

 

A realização dos Prêmios Sangue Bom e Sangue Novo, neste ano de 2026, conta com patrocínio da Itaipu Binacional, parceria que fortalece o propósito de reconhecer a excelência do jornalismo profissional e incentivar a formação das novas gerações de jornalistas.