SINDJOR-MA e FENAJ repudiam graves intimidações perpetradas contra o jornalista José Xânxa

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O Sindicato dos Jornalistas do Maranhão (SINDJOR-MA) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) repudiam veementemente as graves intimidações perpetradas contra o jornalista José Xânxa, em Grajaú. Agentes da Polícia Civil proferiram ofensas depreciativas (‘antiético’, ‘caça-likes’) e instrumentalizaram redes sociais para difamar o profissional em retaliação ao seu exercício laboral.

Repudiamos veementemente as graves intimidações e violações à liberdade de imprensa sofridas pelo jornalista José Xânxa, após questionar publicamente as fragilidades investigativas no caso do assassinato de Wilasmar Santana, servidor municipal que foi encontrado carbonizado.

É inaceitável que as ameaças tenham se intensificado justamente após o jornalista exercer seu papel fundamental de cobrar transparência junto a Polícia Civil da cidade de Grajaú, sendo ofendido diretamente com termos depreciativos com o claro intuito de descredibilizar o seu trabalho perante a sociedade.

É inadmissível que a Polícia Militar tenha sido utilizada para monitorar a residência do jornalista no período noturno, configurando clara tática de inibição e constrangimento ilegal.

Tais condutas violam frontalmente a Constituição Federal (Art. 5º, incisos IV, IX e XIV, e Art. 220), bem como a Convenção Americana sobre Direitos Humanos. O cenário narrado extrapola a esfera administrativa e ingressa na seara criminal, configurando, em tese, crimes de abuso de autoridade, prevaricação e difamação. O Estado Democrático de Direito não admite que o aparato repressivo seja desviado de sua finalidade para retaliar e perseguir profissionais de imprensa.

Exigimos a imediata intervenção do Ministério Público do Maranhão, o cessamento de qualquer monitoramento ostensivo ou velado, a abertura de Processo Administrativo Disciplinar na Corregedoria da Polícia Civil e a apuração e providências do caso junto a Secretaria de Estado da Segurança Pública.

A tentativa de silenciar e difamar o jornalista José Xânxa é um ataque direto à democracia e ao direito à informação da sociedade maranhense. Não toleramos que o medo se sobreponha ao direito à informação e que crimes brutais fiquem sem respostas devido à perseguição contra a imprensa.

São Luís, 24 de junho de 2026.

A Diretoria