Sindjorce e FENAJ repudiam demissões imotivadas no jornal O Estado

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vêm a público repudiar as demissões sem justa causa que aconteceram nos últimos dias no jornal O Estado. Ao mesmo tempo em que se solidariza com os quatro profissionais dispensados (um do portal, um diagramador, uma revisora e o editor chefe do periódico), a diretoria do Sindjorce coloca a assessoria jurídica à disposição dos trabalhadores.

A facilitação do processo de demissão em massa é uma das principais mudanças advindas com a Lei 13.467/2017. Em novo artigo, ficam autorizas dispensas coletivas sem negociação com sindicatos, um claro desrespeito à representação dos trabalhadores.

Os profissionais do jornal já vinham sofrendo diversos problemas, como não pagamento de horas extras executadas em um dos setores da empresa, imposição de acumulo de funções, comando divergente vindo de sócios da organização jornalística, eventuais atrasos de salários, imposição de execução de trabalho em turnos divergentes do qual o jornalista foi contratado e tentativa de envolvimento da redação em disputas por poder promovidas pelos integrantes da empresa familiar.

Procurada para explicar o motivo das dispensas, a direção de O Estado não retornou os contatos feitos pelo Sindjorce. Pelo menos um dos casos foi de censura imposta a um profissional por ter feito jornalismo na cobertura da crise da segurança pública e administração penitenciária no Ceará.

A principal orientação do Sindjorce para os profissionais afetados é de que não assinem nenhum documento sem passar pela assessoria jurídica da entidade laboral. Os jornalistas que desejarem atendimento jurídico devem ligar para (85) 3272.2966 (em horário comercial) ou enviar mensagem pelo celular/Whatsapp (85) 98970.8634 ou pelo e-mail sindjorce@sindjorce.org.br. Desta forma, a organização sindical poderá prestar todo apoio e orientação necessários ao profissional.

Por fim, o Sindicato repudia a forma como as empresas de comunicação do Ceará tratam seus profissionais, que são desvalorizados, precarizados e atacados. Ao mesmo tempo, denuncia que os donos da mídia foram patrocinadores e são também os primeiros a usufruir do receituário do golpe trabalhista.

Mais do que nunca, é hora dos jornalistas profissionais manterem firme a organização da categoria, para que possamos enfrentar não só a crise do modelo de negócio do jornalismo, mas as opressões impostas aos operários da notícia pelos empresários do setor.