FENAJ reforça articulação institucional contra a precarização do trabalho jornalístico

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Representates da FENAJ com o ministro da AGU, Jorge Messias

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) intensificou, nesta semana, sua atuação institucional em defesa da valorização profissional, do trabalho digno e da qualidade da informação. A presidenta da entidade, Samira de Castro, e o vice-presidente, Moacy Neves, estiveram reunidos, na terça-feira (2/06), com o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para entregar memoriais sobre temas estratégicos para o presente e o futuro do Jornalismo brasileiro.

Os documentos tratam da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que questiona a Lei nº 15.325/2026, queinstituiu a profissão de Multimídia, da defesa da exigência da formação superior específica em Jornalismo para o exercício da profissão e dos impactos da crescente pejotização no setor da comunicação.

Nos memoriais, a FENAJ apresenta argumentos técnicos e jurídicos sobre medidas que vêm contribuindo para a precarização das relações de trabalho dos jornalistas, com efeitos diretos sobre as condições de exercício profissional e sobre a qualidade da informação produzida e disponibilizada à sociedade.

Para a Federação, a expansão de formas precárias de contratação, a flexibilização de requisitos profissionais e a desregulamentação da atividade jornalística representam riscos não apenas para a categoria, mas também para o direito da população à informação de interesse público produzida com responsabilidade, ética e compromisso social.

A agenda na AGU integrou uma série de articulações institucionais promovidas pela FENAJ junto aos Poderes da República. Na véspera, Samira de Castro e Moacy Neves estiveram no Supremo Tribunal Federal (STF), onde dialogaram com o ministro Cristiano Zanin sobre os mesmos temas e entregaram os memoriais elaborados pela entidade.

A iniciativa faz parte da estratégia da Federação de fortalecer o diálogo com instituições e contribuir para a construção de entendimentos que garantam a valorização do Jornalismo e a proteção dos direitos trabalhistas da categoria.

“A defesa do Jornalismo passa necessariamente pela defesa de condições dignas de trabalho, da formação profissional qualificada e do combate à precarização. Estamos falando de questões que impactam diretamente a democracia e o direito da sociedade à informação”, destaca a presidenta da FENAJ, Samira de Castro.