Sindjorce e FENAJ repudiam agressões a jornalistas no exercício da profissão

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vêm a público repudiar as agressões praticadas por operários da construção civil contra profissionais de Comunicação nos últimos dias. Nesta quinta-feira (24), os repórteres fotográficos Mauri Melo, de O Povo, e Alex Costa, do Diário do Nordeste, foram agredidos durante a cobertura da greve da categoria em Fortaleza.

Segundo relato de Mauri Melo, os trabalhadores da construção civil o interpelaram com violência quando ele acompanhava o início da passeata de operários saindo da Praça Portugal em direção à Assembleia Legislativa. Melo, de 68 anos, levou socos nos braços e na cabeça.

Um homem tentou tomar a câmera fotográfica de Melo, que se defendeu e protegeu o equipamento, enquanto o agressor repetia os socos. A equipe, composta por repórter, estagiária e motorista, correu em direção ao colega na tentativa de ajudá-lo, ao passo em que o agressor fugiu.

Dias antes o cinegrafista Luís Carlos Moreira e o motoqueiro Antônio Marcelo Ferreira da Silva, ambos da TV Cidade, também foram agredidos durante manifestação de grevistas da construção civil na Praça dos Leões.

Com as quatro agressões, sobe para sete o número de casos de violência contra profissionais de imprensa do Ceará durante coberturas de greves. Entre janeiro de 2011 até a presente data, 77,77% do total de agressões no exercício da profissão se deram neste tipo de cobertura.

As entidades reconhecem que há excessos de parte a parte. De um lado, alguns veículos de comunicação tentam criminalizar o movimento sindical, com coberturas tendenciosas e, por vezes, com matérias que só apresentam o lado patronal, ferindo o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros.

Do outro, os operários reclamam que alguns jornalistas não se identificam e, em retaliação à cobertura parcial de setores da imprensa, os grevistas agridem profissionais de Comunicação que nada mais fazem do que cumprir suas pautas, independentemente da linha editorial dos veículos para os quais trabalham.

A crescente onda de violência contra jornalistas, aliada à falta de segurança dos profissionais em coberturas de risco, suscita a adoção de medidas urgentes por parte das empresas de comunicação e das autoridades públicas no sentido de prevenir agressões e punir os responsáveis.

O Sindjorce e a FENAJ se solidarizam com todos os trabalhadores da Comunicação vítimas de violência e tentativa de cerceamento do livre exercício profissional. Ao mesmo tempo, exigem que sejam apurados, na forma da lei, todos os casos acima, para que situações como estas não voltem a ocorrer no Estado.